terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Chelsea derrapa e Arsenal continua na disputa

Se escalar Malouda entre os 11 já é um crime, imagine colocá-lo de meia-de-ligação. Pois foi isso o que Carlo Ancelotti fez no empate contra o Hull City. Como não bastasse, ainda deixou Deco de volante, auxiliado por Lampard (esquerda) e Ballack (direita) no meio de campo. Jogando assim, o Chelsea afunilou demais o jogo, uma vez que seus atuais laterais não se destacam por irem à linha de fundo: Ivanovic cruza da intermediária e Zirkhov tem tendência a cortar para o meio. Resultado: faltou criatividade e abrir o jogo pelas pontas.

Deco de volante não dá, assim como Malouda de armador. Lampard na esquerda é um desperdício e Ballack um mistério: o alemão não é um grande marcador, nem um grande criador, se destaca apenas pela força aérea e pelos chutes de longe. Mesmo assim, está sempre de titular.

De válido, apenas o retorno de Didier Drogba, que tem 19 jogos e 15 gols na Premier League. Ele tem participação em 40% dos tentos dos Blues, com direito a 8 assistências para gol. Como joga o marfinense!

Agora, a tabela do inglês já está equalizada. Todos têm 24 jogos, e o Chelsea agora tem apenas 2 pontos de vantagem sobre o Manchester United e 5 sobre o Arsenal, que continua na disputa apesar de ter perdido o clássico contra os Red Devils no fim de semana.

Se janeiro tinha corrido tranquilo para o Chelsea, apesar dos desfalques africanos (Kalou, Essien, Mikel e Drogba), fevereiro começou pior do que se imaginava no planejamento dos Blues. Tivesse vencido, seriam 5 pontos de vantagem, com direito a poder perder para o time de Rooney em abril. Agora, não pode mais. Para piorar, o jogo é em Old Trafford. Se quiser levantar algum troféu ao fim da temporada, Ancelotti não pode repetir os erros de hoje. Quem diria que Belletti faria falta!

Por Gabriel Innocentini

domingo, 31 de janeiro de 2010

Diabos Vermelhos liquidam os garotos do Arsenal

Com o 3 a 1 de hoje, o Manchester United deixou as coisas muito difíceis para os Gunners, uma vez que estão a virtuais 8 pontos do líder Chelsea. Já os Red Devils seguem forte na tentativa de conquistar um inédito tetracampeonato na Premier League.
Para o grande clássico deste domingo, Ferguson adotou a mesma formação vitoriosa do derby contra o City, com um meio campo de força (Scholes, mais recuado, para melhorar a qualidade da saída de bola, Carrick e Flechter). Na frente, Nani e Park abertos pelas pontas, com Rooney no comando de ataque. O técnico do Manchester achou uma boa formação para explorar a grande fase do camisa 10 dos Red Devils, já que Berbatov não se revelou capaz de assumir a posição na frente devido aos poucos gols feitos e aos muitos perdidos (um desperdício de dinheiro, que poderia ter sido usado para segurar o argentino Tevez).
Já Wenger decidiu colocar Arshavin centralizado, jogando de costas para o gol, posição onde não rende muito bem, uma vez Eduardo da Silva está machucado e Bendtner voltava de lesão. Talvez seja a hora do técnico francês repensar um pouco sua estratégia de contratar apenas novos talentos: o time sempre encanta durante um período da temporada, mas termina sem nenhuma taça - um pouco de experiência não faria mal. Além do que, o Arsenal é um dos times que mais sofrem com lesões: a enfermaria do clube está sempre cheia.
Desde o começo, o Manchester teve a posse de bola, o que deixava aos Gunners a possibilidade dos contra-ataques. Era a única alternativa do time de Wenger, uma vez que tinha jogadores rápidos e leves (Rosicky e Nasri nas pontas, mas que sequer chegaram a entrar em campo) em contraste com a zaga adversária, formada por Evans e Brown.
O Manchester teve um Nani inspiradíssimo, que fez chover no primeiro tempo, com um golaço - apesar da colaboração de Almunia - e um passe para Rooney marcar seu 20o. gol na liga inglesa, depois de um contra-ataque mortal. No segundo tempo, logo no início, em mais um contra-ataque fulminante, Park aumentou a vantagem e praticamente definiu o jogo. Vermaelen ainda descontou perto do fim, mas era tarde demais para alguma reação.
Embora tenha demonstrado muita eficiência e consistência, vale lembrar que o Arsenal não agrediu de maneira intensa a defesa reserva do Manchester e mesmo assim teve várias chances de balançar as redes. O problema foi que Arshavin e Song falharam demais nas finalizações. Se contassem com maior poder de definição, talvez o resultado pudesse ser outro.
Para o Manchester, fica a lição: Rooney está no melhor momento de sua carreira, assim como Nani. Mas diante de uma equipe mais forte, na Champions League, com Evans e Brown, as coisas podem se complicar.
Por Gabriel Innocentini

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tevez é um monstro, mas Rooney é mais

Alex Ferguson decidiu espelhar o esquema do United para enfrentar o City no jogo da volta da semifinal da Copa da Liga. O técnico entrou no 4-3-3, com Giggs e Nani abertos pelas pontas e Rooney centralizado. No meio, uma linha de volantes: Scholes, Fletcher e Carrick. Os primeiros 20 minutos dos Red Devils foram de abafa, mas o City conseguiu suportar a pressão inicial e neutralizou bem a única jogada do United: lançamentos longos de Scholes e Giggs para Rooney.

Já Roberto Mancini também entrou com três volantes (Zabaleta, improvisado, Barry e De Jong), deixando Petrov e Ireland no banco - uma diferença considerável para o esquema suicida adotado pelo antigo técnico, Mark Hughes, em alguns jogos dessa temporada. Mancini apostou nos contra-ataques com Wright Philips e Bellamy.

No primeiro tempo, o técnico italiano levou a melhor. Os dois pontas obtiveram vantagem sobre Evra e Rafael e criaram oportunidades de perigo - em uma delas, Tevez quase abriu o placar, em grande defesa de Van Der Sar. O jogo terminou 0 a 0 - melhor para o City, que ganhara o jogo de ida por 2 a 1.

A segunda etapa foi totalmente diferente: o City entrou ligado e pressionou o United, que acabou abrindo a contagem com Scholes, depois de um contra-ataque que começou com Wayne Rooney: um belo lançamento do camisa 10 para Giggs, que terminou no arremate do volante dos Red Devils. Os dois veteranos do United tomaram conta do jogo e aos 20 minutos do segundo tempo, Carrick fez o segundo, em jogada de Flechter, que apareceu várias vezes como elemento surpresa. No fim, a decisão de Ferguson em escalar uma linha média de força acabou se revelando acertada.

Mancini respondeu ao gol com duas alterações: recuou Zabaleta para a lateral-esquerda, botou Ireland no meio para tentar prender a bola e colocou Adebayor no lugar de Wright Philips. 5 minutos depois, Tevez, sempre ele, fez um belo gol, numa jogada de raça, oportunismo e habilidade, assinalando seu 18o. tento na temporada.

Quando tudo se encaminhava para a prorrogação, Wayne Rooney marcou de cabeça, aos 47 do segundo tempo, decretando a classificação do Manchester United para a grande final contra o Aston Villa.

Se alguém tinha dúvidas de que Rooney poderia assumir o papel de dono do time após a saída de Cristiano Ronaldo, creio que elas se dissiparam hoje: o atacante é tão decisivo e artilheiro quanto seu ex-companheiro português. Resta saber se ele vai marcar seu nome na história da Champions League. É lá que os melhores do mundo fazem a diferença. (Porém, vale lembrar que este é um ano especial, de Copa do Mundo. Ou seja, o melhor do mundo deve sair dos 7 jogos da equipe que chegar à final.)

*Com relação à comparação entre Tevez e Rooney, cabe uma ponderação. É preciso reconhecer que o City é um time muito menos organizado do que o seu rival, o que acaba atrapalhando um pouco as pretensões de Tevez. Ele foi decisivo na partida, tirando um gol incrível da cartola. Mas o ex-corintiano não tem companheiros à altura dos de Rooney. Essa é a diferença: o United é um time, um grande time. O City, não. Basta ver o comportamento das linhas de volantes das duas equipes: Carrick, Scholes e Flechter fizeram a diferença no jogo de hoje. Quando Tevez olha para trás, vê um lateral-direito improvisado, um De Jong e um Gareth Barry que ainda não disse a que veio com a camisa do Manchester City. Assim, fica difícil.

Por Gabriel Innocentini

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

E deu Inter fácil!

Antes do clássico entre Inter e Milan, a expectativa era ver o time que apresentava melhor futebol (até então o Milan, com justiça diga-se de passagem) contra aquele de maior regularidade e com menos pontos fracos, a tetracampeã Inter. Mas o que se viu no Giuseppe Meazza foi o jogo de um time só, no caso a Inter.

Os comandados de José Mourinho não deram chance aos milanistas, desde o primeiro minuto de jogo. A linha de 4 defensores da Inter esteve soberana frente ao ataque rossonero. Ronaldinho e Beckham pouco produziram durante a partida, enquanto a Borrielo coube brigar sem sucesso contra os sólidos Samuel e Lúcio.

No meio de campo, a Inter acertou a marcação com destaque para a grande atuação de Cambiasso. Foi a partir dos vários desarmes no meio campo que a Inter começou a ganhar a partida. Logo que a bola era roubada, o trio de frente (Sneijder, Milito e Pandev) saía em muita velocidade, foram implacáveis nos contra-ataques e nas constantes mudanças de posição. Sneijder desequilibrava a cada toque na bola até a sua expulsão, depois de ironizar o árbitro Gianluca Rocchi. Um pouco de rigor na expulsão, talvez o amarelo fosse o mais indicado, mas não se pode crucificar o árbitro por tal interpretação.

Mesmo com um a menos em campo, a Inter continuou melhor na partida, embora o Milan tentasse uma reação. Leonardo tirou Gattuso e colocou Seedorf para dar melhor qualidade na ligação, mas a mudança não surtiu efeito frente à ótima marcação da Inter. Faltou movimentação ao meio campo do Milan, tanto em termos defensivos como ofensivos.

O clássico evidenciou os pontos fracos do Milan: as laterais. Tanto Antonini como Abate estiveram perdidos em campos. A grande movimentação de Pandev e Sneijder confundiu e muito a marcação rossonera. Como os dois se movimentavam muito, em determinados momentos cabia aos laterais marcá-los e em outros aos volantes. Só que o que se viu foi falta de marcação tanto dos defensores quanto dos meio campistas defensivos.

No final das contas, pode-se falar que a Inter pôs a mão no penta histórico e que deu uma aula de futebol ao Milan.

Igor Sternieri

Liverpool: Champions League a perigo

Contra o Wolverhampton, devido às ausências de Benayon e Fernando Torres, Rafa Benitez deixou o holandês Kuyt isolado na frente, com Gerrard na frente da linha de meio campo, formada por Riera, Lucas, Mascherano e Maxi Rodriguez. Kuyt se deu bem como centroavante na última rodada, ao marcar os 2 gols na vitória sobre o Tottenham, porém, esperar que ele resolva as partidas para os Reds é esperar demais de um atacante reconhecidamente limitado. Além disso, Kuyt não consegue ficar preso na grande área, saindo para buscar o jogo, o que deixa o Liverpool sem profundidade de ataque.

Se alguém ainda tinha dúvidas de que o brasileiro Lucas não vingou no Liverpool, pode ter se convencido nesta partida (tão fria quanto a temperatura na Inglaterra..). O volante não fez nada: não marcou, não criou, em suma, não apareceu para o jogo. Já Maxi Rodriguez deverá se revelar uma boa contratação, mas não nessa temporada em que o time de Rafa Benitez não consegue se acertar.

O técnico espanhol prometeu o quarto lugar e a classificação pra Champions League - atualmente, o Liverpool tem os mesmos 38 pontos do City (que tem 2 jogos a menos!), 3 pontos atrás do Tottenham . Mas se quiser honrar sua palavra, Benitez terá de suar sangue para corrigir as falhas do elenco que ele mesmo montou: a falta de um reserva para Fernando Torres é a principal delas. Some-se a isso a falta de criatividade no meio campo, a opção por Lucas em detrimento de Aquilani, entre outras escolhas infelizes e temos aí o Liverpool desta temporada: um time sem confiança, sem alma, sem vibração.

Por Gabriel Innocentini

sábado, 16 de janeiro de 2010

Uma aula de futebol em Stamford Bridge

Foi uma ignorância. O Chelsea sapecou 7 a 2 sobre o Sunderland neste sábado, em um dia inspirado de toda a equipe - basta apontar a solidariedade na distribuição dos gols: Anelka (2), Lampard (2), Malouda, Cole e Ballack. O francês foi o destaque da partida, mostrando muita disposição, mesmo quando o jogo já estava decidido.

Mais do que demonstrar a consistência dos Blues, o resultado serviu para mostrar que o time de Ancelotti pode jogar muita bola, com trocas rápidas de passes, infiltrações e cruzamentos precisos. Foi talvez a melhor atuação da equipe na temporada. Até mesmo os dois gols sofridos são pálidos perto da impressão deixada pela atuação no primeiro tempo: o Chelsea dominou o Sunderland de maneira impiedosa, o que foi expresso no placar de 4 a 0 ao fim da primeira etapa.

A solidez do Chelsea é tamanha que o time nem sentiu as ausências dos jogadores que participam da Copa Africana de Nações, especialmente Essien e Drogba. A Inter de Milão que se cuide na Champions League.

Por Gabriel Innocentini

Barça é o campeão de inverno

Com a vitória por 4 a 0 sobre o Sevilla, o Barcelona garantiu o título de campeão de inverno da temporada 2009/2010, abrindo 5 pontos de vantagem sobre o arqui-rival Real Madrid. São 46 gols marcados e 10 sofridos em 18 jogos, com um desempenho de 14 vitórias e 4 empates, totalizando 46 pontos.

Na temporada passada, em que ganhou absolutamente tudo, o Barcelona encerrou o primeiro turno com um ponto a mais, mas havia perdido uma partida. Naquela altura, eram 54 gols marcados e 13 sofridos. O interessante da comparação é ver que este ano o campeonato está mais equilibrado, apesar do Real Madrid ter 41 pontos - 5 a menos, portanto. Em 2008/2009, o Barcelona tinha incríveis 12 pontos de vantagem sobre Real Madrid e Sevilla.

Apesar de não estar no melhor momento da temporada, com alguns jogadores rendendo abaixo do esperado (Henry e Ibra, principalmente), tudo aponta para que Guardiola consiga o bi: até mesmo a eliminação na Copa do Rei (a 1a. competição perdida pelo técnico desde que assumiu o comando dos culés) é favorável, uma vez que permitirá ao treinador descansar os jogadores no mês de janeiro.

Por outro lado, se os principais nomes do ataque não brilham, os outros compensam. Xavi está quase em estado de graça, jogando um futebol esplendoroso e o jovem Pedro tem se revelado um bom e decisivo reserva, capaz até de provocar pedidos dos torcedores por sua inclusão entre os titulares. Somado a isso, há o sempre instável Real Madrid, que ainda não conseguiu encaixar onze titulares, seja por lesões, seja pela insistência injustificada de Pellegrini com alguns jogadores (Raul é o caso mais patente desse exemplo).


*Na partida de hoje, Messi, o melhor jogador do mundo, marcou seu centésimo gol em jogos oficiais com a camisa blaugrana, assumindo a atrilharia do campeonato espanhol com 14 tentos.

Por Gabriel Innocentini

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Até onde pode ir um time que tem Michel Salgado como meia?

Não dá para levar a sério o Blackburn. Aqui no Brasil, o lateral direito Michel Salgado ficou com fama de carniceiro, por ter quebrado a perna do Juninho Paulista na década de 90. Não que fosse uma fama injusta: Salgado é do time dos que consideram canela tudo o que fica abaixo do pescoço. E não é que o técnico Sam Allardyce improvisa o espanhol como meia direito? (Geralmente, quando vão ficando velhos, laterais sem técnica viram zagueiros, não meias.)
Isso ocorreu na semifinal da Copa da Liga, a Carling Cup, no jogo contra o Aston Villa. Os comandados de Martin O'Neill venceram o Blackburn por 1 a 0, gol de James Millner. Agora, podem até empatar o jogo de volta, em casa, para ir à grande final, contra um dos times de Manchester.
O Aston Villa é o grande favorito para chegar à final, até porque tem um time muito melhor do que o seu adversário. Do meio para a frente, todos jogadores sabem jogar bola e a entrada de Stewart Downing, que chegou lesionado ao clube e voltou faz pouco tempo aos gramados, pode suprir a ausência de Barry, que foi vendido ao City. Downing é jovem ainda, tem bom passe e é capaz de organizar o jogo, uma vez que os extremos do Villa (Millner e Young) têm como característica a velocidade e não a preparação de jogadas.
Já o Blackburn, apesar das duas bolas na trave de hoje, demonstrou que pode correr risco de rebaixamento na Premier League se não abrir o olho. A única jogada da equipe são os chutões e lançamentos longos, além das cobranças de lateral de Pedersen. Se o Michel Salgado fosse o único problema do Blackburn...
Por Gabriel Innocentini

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nem Robinho, nem Adebayor

Depois de 7 empates seguidos e da demissão de Mark Hughes, o Manchester City voltou a reencontrar as vitórias do começo do campeonato. Agora já são 3 em sequência, um aproveitamento de 100% do novo técnico Roberto Mancini.
Muito se especulou sobre o lugar de Robinho nessa nova fase do City. Roberto Mancini teria a intenção de contar com o jogador brasileiro e barrou Bellamy logo em sua estréia, na vitória de 2 a 0 sobre o Stoke. Robinho não convenceu e voltou para o banco.
Com Adebayor sofrendo lesões e convocado para a Copa das Nações Africanas - neste momento, ainda não sabemos qual a posição de Togo com relação a sua participação no torneio africano -, quem vem se destacando no ataque do City é mesmo o argentino Tevez. Depois de o rival Manchester United não renovar seu contrato, o ex-corintiano rumou para o City. E o desempenho dele cresceu sob o comando de Mancini.
São poucos jogos, apenas 3, mas em todos Tevez balançou as redes. Uma vez contra o Stoke, duas contra os Wolves e mais três contra o Blackburn. Com esses gols, o argentino chegou a 10 na Premier League, 4 a menos do que os artilheiros Drogba, Defoe e Rooney.
Provavelmente, Tevez não irá brigar pela artilharia e talvez não seja o atacante mais eficiente da temporada se Adebayor voltar para o segundo semestre da temporada com mais sorte e disposição. De qualquer maneira, hoje, Tevez é o grande atacante do Manchester City, contribuindo tanto com gols como com movimentação e assistências. Ainda não consigo entender como os Red Devils não fizeram força para segurá-lo em Old Trafford.
Por Gabriel Innocentini

domingo, 10 de janeiro de 2010

Só não vê quem não quer

Messi foi eleito, com justiça, o melhor jogador do mundo da última temporada. Nesta, as coisas parecem não andar tão bem para o argentino: ele não consegue se firmar como craque de sua seleção, está em decadência, já não é o melhor do mundo.
Isto é o que dizem. Se analisadas a fundo, todas essas afirmações não têm o menor cabimento. Messi não é o Maradona da Argentina porque o glorioso técnico hermano não consegue montar um time. Para que um jogador possa usar todo seu potencial, é necessário que a equipe esteja arrumada e permita a ele explorar seu jogo ao máximo. Messi "só joga no Barcelona" porque o time de Guardiola é um time: todos sabem o que fazer e estão entrosados. Há treinamento, há tática, há esquema. Ao contrário do que acontece na seleção argentina.
O fato de estar em decadência (daí já não ser mais o melhor do mundo hoje) é outra falácia. Basta pegar os números e comparar as duas temporadas. Na última, em que encantou o mundo, Messi tinha 10 gols nos primeiros 17 jogos da Liga Espanhola. Somando todas competições, ele fez 18 gols até o meio da temporada. Na atual, o camisa 10 do Barcelona já tem 12 gols em 17 jogos no campeonato nacional. Ao todo, são 18 gols até agora, desempenho idêntico ao da última temporada.
O único reparo que se pode fazer a Messi é que não brilha tanto como no ano passado. Daí, talvez, a impressão ingênua e falsa de que ele esteja em declínio. Falta um pouco da fantasia, certo. Mas a eficiência continua a mesma. Só não vê quem não quer: Messi continua o melhor do mundo.
Por Gabriel Innocentini